sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Amigos

Carregarei dentro de mim os relicários com um pouco de cada um de vocês...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A Ironia do Amor

Hoje pensei porque não gostamos de quem gosta de nós e aí percebi que se isso fosse uma verdade as pessoas que gostamos também gostariam de nós.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Tensão

Escolho uma hora pra pensar na vida, infelizmente a hora errada, pois me tira o sono. Não sei o que sinto direito, apenas parece que um nada me consome. Tenho medo do que há de vir e não consigo me fazer entender e, nem ao menos, consigo entender os outros.
O nada me tira do eixo, me deixa perdido, me sacode, me perturba e me dá medo... sei que ele está a expreita do que virá e não consigo deixá-lo, remediá-lo.
Algumas coisas se resolvem bem outras não, mas do que interessa isso se a dor é minha e de mais ninguém... acho que o nada é o sentir o abandono, é me ver sozinho em meio ao todo. Algumas coisas nem sei mais se existiram...
Fico tenso com isso e com o que pode vir ou não vir.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Lembranças para guardar nos relicários...

É tão estranho que as imagens que vemos, o que elas nos fazem sentir sejam um momento efêmero. Mesmo que guardado em nossa memória esse momento ele não poderá ser revivido como aquele dia que o vivi.

Posso incluir aos relicários aquele garoto que equilibra um grande peso sobre o pescoço e que faz piadas fora da lógica comum. Além dele, quero guardar um relicário com aquela moça baixinha com dentinhos da Madonna.

Hoje assisti pela janela aqueles que amo sorrindo, sei que essa imagem é efêmera, mas gostaria que não o fosse, talvez em sonhos possa revivê-las do mesmo modo. Mesmo que quando acorde saiba que foi apenas um sonho.

Quando olhar pela janela, naquele lugar distante lembrar-me-ei de como era estar olhando do lado de fora, tentando captar momentos, transformando imagens efêmeras em lembranças que não quero perder... Também não quero perder nenhum desses relicários onde guardo o amor que sinto por essas pessoas únicas e as lembranças que quero reviver, mesmo que nelas não chegue a ter um décimo do que tive no momento que ocorreu.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Continuam os relicários...

Entendam por favor, não é fácil escrever dos relicários que carrego, eles tem um peso que não se explica. Talvez nunca acabe de escrever sobre eles. Sei que há outros junto do meu peito, ou que talvez o meu coração já tenha se tornado um relicário. Carrego ainda comigo a faceirice de um sotaque gaúcho com mineiro, a leveza da moça que flutua quando caminha, a nostalgia de um amor sincero e a moça que luta por direitos. Nesse meu sonho um relicário poderá ser deixado de lado no momento, pois estarei perto daquela com expressões que só ela conhece.

Ainda preciso dizer, que a relicários de pessoas que estiveram comigo quando precisei, sem a necessidade de fazerem isso por mim, aquele amigo que quando fala se torna lindo.

Há um relicário especial, daquele amor que me fez esquecer os outros amores e o qual quero continuar carregando, pois não quero esquecê-lo. Talvez amigo agora, mas que me conhece como ninguém.

Os nossos caminhos se perdem quando conquistamos o direito de sonhar, mas não se perde o que sentimos, queria não precisar carregar esses relicários, não pelo peso, esse não me importo de fazer o esforço para carregá-los junto ao peito, mas porque gostaria de ter todos junto de mim.

Quando isso acontecer sei que estarei sonhando... Mas também os amando...

Não deixem de ser meus relicários, pois quando chover quero me deitar no sofá e imaginar que tomo banho de chuva com vocês, pois vou para a terra da garoa.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Um Relicário de Amigos...

Um dia um sonho se fez presente na minha vida, mas não queria que esse fosse real. Queria levar meus amigos comigo a todo lugar que fosse, assim como no sonho, meus amigos iam. Queria ter um pedaço de cada um como relicário do amor que temos pra poder sentir quando precisasse, iriam ser levados num cordão ao meu pescoço e nunca sentiria medo nas minhas aventuras. Poderia rir de coisas que só riríamos juntos e não me sentira um peixe fora d’água. Poderia desabafar a qualquer instante com a certeza de que eles estariam me apoiando ou me mostrando a mão em sinal de represália. Mas sei que nunca deixaremos de nos amar, mesmo que outros sentimentos venham a nos distanciar eles ainda seriam o amor da minha vida, aqueles que eu nunca esquecerei. Lembrarei das garrafas carregadas em baixo do braço com o sorriso maroto. Do vulto cor de rosa que transforma tudo em diversão. Das reclamações existencialistas que me arrancavam gargalhadas. Das conversas filosóficas. Do não querer perder no jogo. Dos beijos trocados ao luar num prédio antigo, apenas como sinal de carinho. Da alma leve do vulto pretinho com sua mãozinha juntando todos nós.

Isso é o amor que preciso... e que não se perderá.

sábado, 28 de novembro de 2009

Banho de Chuva




Não sei ao certo o que vou contar se são apenas fatos ou pensamentos, mas acredito que vá fazer uma mistura das coisas como se estivesse sacudindo um recipiente com água e óleo. Quando acordei a contra gosto hoje pela manhã, pensei que estavam de brincadeira comigo. É, como diria um amigo meu, às vezes parece que alguém está jogando xadrez com as nossas vidas. Eu estava muito a contragosto fazendo o caminho que fazia duas vezes por semana à tarde, nesse sábado de manhã às 7h. Como eu esperava minhas propostas por mais divertidas que fossem não rendiam entusiasmo e eu apenas podia rir nervosamente da situação, por dentro querendo que tudo explodisse. Como se não bastasse começou a chover de leve, depois foi aumentando e eu pensando porque sai de casa nessa manhã. Estava sem guarda-chuva e sabia que algumas coisas na minha mochila não podiam molhar, pois eram importantes para parte daquilo que eu queria que explodisse.
Terminei o que me devia, próximo ao meio da manhã e me direcionei ao portão que dividia o meu inferno de hoje e o mundo caindo em pingos do outro. Até parei e esperei um pouco, mas não podia esperar muito tempo, há outros afazeres a serem feitos. Aventurei-me na chuva, sabendo os riscos que passava em molhar coisas importantes e isso me deixava mais aborrecido ainda. Conforme ia caminhando, pois dizem que não faz diferença correr na chuva, os pingos da chuva molhavam a minha roupa e alcançavam a minha pele.
Com o tempo aqueles pingos começaram a me dar prazer, não sei ao certo, mas pensamentos bons começaram a surgir, tantos quantos e ao mesmo tempo em que aqueles pingos de água tocavam minha pele. Pensava em como meu amor distante poderia estar dormindo embalado pelo som da chuva, a mesma chuva que tocava meu corpo e me fazia pensar nele. Não sei ao certo se estaria chovendo lá longe, mas eu apenas sentia as coisas e não estava preocupado em refleti-las. Quando me dei por conta já estava evitando a proteção de marquises, até mesmo andando no meio da rua para sentir aqueles pingos que enchiam a minha cabeça de pensamentos. Não conseguiria descrever todos aqui, pois não sei se consegui captar com o meu consciente todos que se passavam. Mas sei que as pessoas que me viam da segurança de seus carros deviam pensar: “o que esse louco tem na cabeça”; porque eu andava com um sorriso na cara aproveitando aquela chuva. Ela estava levando minha sujeira embora e talvez, essa sujeira, esteja correndo pelas ruas da cidade junto com outras sujeiras dos esgotos que transbordam nesses dias. Passei por muitos deles no caminho de volta, mas apenas os percebi, não me irritando com eles como em outros dias.
Cheguei em casa encharcado, logo me preocupei novamente com as coisas importantes na mochila, que por sorte não molharam. Mas também não deixei de sentir no corpo molhado dos pingos a ligação que estabelecia com meu amor, que se bem sei, adormeceu preocupado comigo. Espero que, assim como a chuva me fez sorrir, em sonhos tenhamos nos encontrado e que eu tenha feito no rosto dele também aparecer um sorriso. Se alguém joga xadrez com minha vida, saibam que o ataque do inimigo fez o jogo virar a meu favor e por isso levo o sorriso no rosto...